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Portinari, Cândido. Retirantes, 1944.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nacionalismo e Imperialismo

ESTES SÃO OS CONCEITOS NECESSÁRIOS À FEITURA DA PROVA A SER REALIZADA PELOS TRÊS 1ºS ANOS NA TERÇA PRÓXIMA. PORÉM, FALTA AINDA UMA SOBRE O ANTISSEMITISMO, QUE SERÁ POSTADA EM BREVE, NO MÁXIMO NO SÁBADO. RECOMENDO QUE AS LEIAM, TENTANDO IDENTIFICAR DÚVIDAS!

IMPERIALISMO

I – Definição: expansão violenta por parte dos Estados, ou de sistemas políticos análogos [parecidos], da área territorial da sua influência ou poder direto, e de formas de exploração econômica em prejuízo dos Estados ou povos subjugados [dominados], geralmente ligadas com tais fenômenos.

II – Histórico recente: pelos fins do século XIX (particularmente depois de concluída a unificação italiana e alemã, em 1870), se iniciou uma fase histórica marcada por uma especial intensidade e qualidade dos fenômenos imperialistas. Com efeito, entre 1870 e a deflagração [explosão] da Primeira Guerra Mundial, deu-se a repartição quase completa da África entre os Estados europeus e a ocupação (em que participou também o Japão e, em medida mais restrita, os Estados Unidos) de vastos territórios da Ásia, ou da sua subordinação à influência européia (China, Pérsia, império otomano).

Terminada esta fase, assistiu-se, entre 1914 e 1945, ao desencadear de um Imperialismo particularmente agressivo, o da Alemanha, que por duas vezes tentou estender a sua hegemonia sobre a Europa, o do Japão, que buscou fazer outro tanto na Ásia, e o da Itália fascista, que ocupou o último território independente importante da África, a Etiópia, querendo tornar realidade, numa situação de aliança subalterna [obediente] com a Alemanha nazista, um plano hegemônico menos ambicioso na área do Mediterrâneo. Depois de 1945, apagou-se o impulso imperialista dos Estados europeus e do Japão, tendo lugar o processo de descolonização. Mas o fenômeno do Imperialismo continuou a manifestar-se obviamente de formas diversas, quer nas relações hegemônicas estabelecidas entre as duas superpotências e os Estados dos respectivos blocos, quer na política neocolonialista praticada principalmente pelos Estados Unidos, mas também, em menores proporções, pelas demais potências capitalistas.

III – Crítica: a formação de uma atitude crítica e condenatória do Imperialismo, cada vez mais generalizada no mundo inteiro (inclusive nos países imperialistas) corresponde ao fato de que, com a expansão imperialista européia, o mundo todo se transforma, pela primeira vez, num sistema interdependente [estado ou qualidade de coisas ligadas entre si por uma mútua dependência]. Tal atitude, crítica e condenatória, se apóia no fato de que, em última análise, o Imperialismo começa a ser entendido como uma contradição em relação ao princípio da autodeterminação das nações. Este princípio é regido pela aceitação de que um povo dentro de um Estado tem o direito de escolher a forma de Governo de sua preferência (isto é, direito à soberania e à independência política), não devendo, portanto, ser submetido ao domínio de outro Estado contra sua vontade. Ele é afirmado pela Revolução Francesa e recalcado [reprimido, não admitido] pela União Soviética (que na prática também exerceu uma política imperialista, embora não o admitisse formalmente em seus discursos).
A própria expressão Imperialismo adquiriu bem depressa, depois de haver surgido com um significado positivo, um significado geralmente negativo, interrompendo assim uma tradição histórica onde a expressão império, de que deriva Imperialismo, tinha também um significado positivo, sendo entendida como sinônimo de paz internacional.


NACIONALISMO

I – Definição: Em seu sentido mais abrangente [amplo] o termo [palavra] Nacionalismo designa [significa] a ideologia nacional, a ideologia de determinado grupo político, o Estado nacional (ver Nação), que se sobrepõe [coloca acima] às ideologias dos partidos [políticos], absorvendo-as. O Estado nacional gera o Nacionalismo, na medida em que suas estruturas de poder, burocráticas e centralizadoras, possibilitam o desenvolvimento do projeto político que visa a fusão entre Estado e nação, isto é, a unificação, em seu território, de língua, cultura e tradições.

II – Histórico recente: Desde a Revolução Francesa e principalmente no século XX, antes na Europa, em seguida no resto do mundo, a ideologia nacional experimentou tão ampla difusão [divulgação], que se chegou a se considerar como a única a poder fornecer [dar] critérios de legitimidade para a formação de um Estado independente no sentido moderno; ao mesmo tempo, afirma que um mundo onde haja ordem e paz poderá ter, como fundamento, unicamente uma organização internacional formada por nações soberanas.

III – Crítica: Porém, juntamente com esta significação mais ampla, outra existe, mais estrita [específica], que evidencia [torna evidente] uma radicalização das idéias de unidade e independência da nação e é aplicada a um movimento político (o chamado movimento nacionalista), que se julga o único e fiel intérprete do princípio nacional e o defensor exclusivo dos interesses nacionais.

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